No Caleidoscópio de hoje, assim como no da semana passada, continuo a explicar aspectos da vida profissional a partir de paralelos com as parábolas de Cristo. Minha proposta é prosseguir nesta idéia enquanto existirem forças e leitores. E a "provocação de hoje" é: Como você avaliaria um bom profissional? Como o mercado faz, ou deveria fazer a distinção entre quem é bom e quem é ruim em determinado setor? Leia a parábola abaixo e minha interpretação logo em seguida. Fique a vontade em fazer suas críticas, contra ou a favor, é claro.
"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." Mt. 7:15-20
Acredite, a qualidade de seu trabalho reflete quem você é, e que tipo de profissional você é. Se quisermos conhecer um profissional, basta olharmos para a qualidade dos resultados que tem gerado, através do trabalho que tem feito. Para conhecermos mesmo um profissional, não adianta escutar o que eles dizem que vão fazer, ou olhar para o que fizeram no passado. Não é o passado de um profissional que lhe garante que continuará sendo bom. Temos que olhar para o trabalho que ele realmente entrega hoje. Aquele trabalho que é perceptível aos olhos, e também ao coração. Assim como na parábola, existem muitos falsos profissionais que se escondem por trás de peles de cordeiro, mas são verdadeiros lobos vorazes. São piores do que aqueles que são lobo desde a primeira visada. Desses nos acautelamos desde o princípio. Os falsos profissionais são geralmente dissimuladores. Em dinâmicas de grupo, ou em reuniões de diretoria, na frente de superiores, se mostram cooperativos, parceiros, compreensivos, verdadeiros líderes. Mas quando voltam para o exercício diário de seus cargos, produzem os frutos condizentes com as árvores que são. Arrancam as peles de cordeiro para mostrar a verdadeira face, de lobos.
As árvores ruins frustram, decepcionam, principalmente porque muito é investido nelas: água, cuidado, tempo, adubo. E na hora da colheita, o que as empresas colhem são frutos ruins, podres, amargos, com pouco sumo e débeis. A parábola é bem clara quanto ao fim das árvores que produzem maus frutos: o fogo. Esse fogo se chama desemprego. É isso mesmo. Árvore ruim tem que ser jogada na rua. Ainda existem, mas está cada vez mais raro encontrar empresas que preferem mantê-las em seus campos. Nem mais por sentimentalismo ou parentesco as empresas modernas, profissionais e competitivas têm se permitido sustentar essa plantação de árvores ruins.
Mas que bom que na vida corporativa, assim como na vida espiritual, as árvores ruins podem ser recicladas, podem ser geneticamente (mentalmente e espiritualmente) modificadas, para se transformarem em boas árvores, que dêem bons resultados, ou seja bons frutos. Sem dúvida que isso exigirá do profissional muito esforço, dedicação, empenho, estudo e treino, principalmente muito treino. Afinal, o grande desafio da renovação de alguém está na mudança de hábito, e não na mudança de idéias. Essa é relativamente mais fácil.
Como na parábola, existem também aqueles profissionais que não são ruins, mas estão no lugar errado, na plantação errada, tentando entregar um fruto do qual são incapazes de produzir, até por uma questão de vocação. Muitas vezes esses profissionais não podem ser classificados como árvores ruins, mas inadequadas. As empresas querem figos, e eles só podem entregar maçãs. Aí, é o caso de uma mudança de setor, de área ou mesmo de empresa. Mas não se iluda, a avaliação de quem é bom profissional nunca é feita pela promessa, mas sim pelo resultado, pelo fruto.
E você, que tipo de frutos você tem produzido?
Abraços, bênçãos e SUCESSO!