Vou contar um caso avexado
Daqueles que só serve se for do cunhado
Pois muito bem, preste atenção neste leriado
Um cabra metido a fanfarrão
Vivia a tirar uma de machão
Que ninguém saia com ele na mão
Todos tinham respeito por ele, não era medo não
Mas ninguém era capaz de mudar essa situação
Ele gritava em voz estridente, só pra criar confusão
Aqui não tem homem, são todos um bundões
Essa fama se espalhou pelos rincões
Naquelas redondezas era só o que se ouvia desse valentão
E isso veio cair no escutador de novela de um tal Raimundão
Que detestava se meter em arrumação
Mas não agüentava mais aquela zuação
Então resolver falar o tal grandão
E mostrar pra ele que no lugar, tem mais de um garanhão
E que ele vá cantar de galo em outro chão
E assim agiu o tal destemidão
Quando os dois estavam frente a frente, ouve se o tinir de um trovão
Era a Maria, que tinha o apelido mulherão
E foi logo gritando, Pare com essa pendenga,seus molengões
Vou surrar os dois chutando os seus cunhões
Todos ficaram de zóios arregalados, naquela multidão
Pois a mulher era a tal Maria machadão
Vissi!! o caldo engrossou, disse um cidadão
Com ela não tem compaixão
É bom alguém ir providenciar os caixões
Pra encurtar esse papo abestado, que não resolver a nossa situação
Maria machadão, deu chutes nos sacos dos cachorrões
Que ficaram com aquilo roxo por um tempão
Agora naquele lugar quem tem o saco roxo, não é por ser machão,
É por que topou com a destemida da região
Deve ter tido um bate boca com a mulher machadão
Saco roxo! Nem pensar, num gosto de malcriação
Prefiro o meu na cor natural, pois assim ta muito bom.
Termino dizendo, homem é aquele que consegue dominar essa fera
Que de pedra tem o coração.
De Clovis Rogel, o poeta das rimas
Fonte www.radialistanews.com.br