A PRIMEIRA MANHÃ ESCURA DE UM TEMPO SOMBRIO
Miguel acordou naquela manhã penumbrosa e olhou pela janela. Viu um mundo cinza e morto: escombros por toda parte, e o céu estava coberto por nuvens anormalmente negras. Sentia-se mal, a cabeça pesada e o estômago enjoado. Lembrava-se de algo que veio do céu, uma grande massa que veio cobrindo tudo. A terra havia começado a tremer, e ele viu pessoas correndo para se abrigarem. Tudo começou a desabar, e algumas pessoas começaram a ter um comportamento estranho: pareciam loucas subitamente, atacando umas as outras, mordendo, arrancando nacos de carne e uivando como lobos famintos.
Ele havia corrido muito, até que encontrou uma pequena casa, escondera-se lá dentro. Uma parte da casa desabou, e Miguel ficou preso nos escombros. Algumas horas depois conseguiu se libertar, mas estava cansado demais, e o mundo lá fora estava negro como nunca estivera. Ele se deitou num canto e adormeceu. Agora estava novamente desperto, e não tinha como explicar o que se passara no dia anterior.
Saiu para o dia plúmbeo; caminhou pelas ruas destruídas, muitos cadáveres estavam espalhados por todo lado. Passou em frente a uma igreja quase toda destruída, entrou, muitos fiéis estavam mortos lá dentro, alguns esmagados por pedaços de coisas que caíram do teto, outros certamente por causa da loucura que havia tomado conta de muita gente. Os loucos estavam com a boca suja de sangue, e alguns cadáveres estavam parcialmente devorados.
Miguel saiu da igreja, estava vazio de esperança, pois até mesmo na igreja as pessoas haviam sofrido o mal. Ele continuou caminhando, estranhos raios cruzavam o céu cinzento, e as nuvens se movimentavam como animais peçonhentos que espreitam uma presa. Um vento malcheiroso atingiu o rosto do rapaz, provocando-lhe um arrepio de medo e nojo.
Miguel parou no meio da rua e olhou para todos os lados, só viu corpos sem vida e escombros. Começou a chorar, sentou-se sobre o asfalto rachado e chorou por causa da solidão e da morte. Ouviu um barulho, levantou o olhar e seus olhos se deparam com uma frase numa placa retorcida: “Hospital”. Levantou-se, atravessou a rua e se viu diante da entrada semidestruída de um edifício. Entrou. Várias pessoas vestidas de branco estavam mortas sobre o chão coberto de poeira. Ele seguiu por um corredor, tomava cuidado com os escombros, e evitava esbarrar em qualquer coisa, com medo de provocar qualquer desabamento. Viu algo escrito logo à frente: “Berçário”.
Seguiu pelo corredor, chegou até o berçário, olhou através do vidro que existia ali...
Miguel caiu de joelhos, ali dentro estavam dezenas de bebês mortos; alguns, parcialmente devorados, pareciam exibir no olhar morto uma expressão de profundo desespero. O corpo de um homem jazia sobre o piso sujo, sua roupa, antes branca, estava colorida de vermelho, e de sua boca escapava um líquido negro de aspecto pegajoso.
Miguel gritou tão alto que as estruturas comprometidas do edifício reclamaram com um tremido! O grito do rapaz provocou alguma coisa naquela atmosfera anormal que agora havia tomado conta da terra. Ela começou a se comportar como quem está tomado de profundo rancor! Parecia que julgava que nada mais vivia no planeta. As nuvens no céu começaram a ficar mais densas, uma corrente de vento negro brotou de algum ponto do planeta, e rumou para o lugar de onde partira o grito que enfureceu a atmosfera negra.
As nuvens negras se transformaram numa terrível massa negra, que começou a descer para o solo. O vento negro veio arrasador, destruindo tudo que ainda restava.
Mas um fenômeno ainda mais apavorante surgiu! Todos os corpos que jaziam sobre o chão levantaram-se de uma só vez, e caminharam rumo ao hospital onde estava Miguel. Se ainda existisse algum ser vivo na terra, testemunharia abismado procissões de zumbis caminhando para uma única direção!
Miguel estava mergulhando em profundo desespero, quando ouviu alguma coisa se mexendo dentro do berçário. Levantou-se e olhou através da vidraça. O que viu fez seu sangue gelar instantaneamente! Os corpinhos estavam todos de pé, e apontavam os dedinhos para ele! O corpo do homem também estava de pé, e exibia um sorriso cínico e perverso.
Miguel ouviu gargalhadas sinistras vindas de todas as direções; ouviu também o barulho da massa negra, e do vento negro que varria todos os lugares! Os corpinhos começaram a correr em sua direção, riam com suas boquinhas sem dentes, e seus olhos exibiam apenas o brilho seco da morte! O homem também começou a correr, e gritava coisas sem nexo.
Miguel correu pelo corredor, queria sair dali e ir para outro lugar, apesar de saber que jamais poderia conviver com a lembrança de tudo aquilo. Encontrou-se com outros cadáveres zumbis, desviou-se deles, gritou, chocou-se contra paredes, caiu sobre farpas, machucou-se, mas continuou correndo!
Saiu para o dia sombrio, viu a massa negra, viu o vento que vinha varrendo o mundo... e viu todos os mortos reunidos na sua frente! Lembrou-se de um filme que vira quando tinha dez anos, passou várias noites em claro com medo de dormir e ser devorado por um zumbi comedor de cérebro. Mas agora a coisa era astronomicamente pior que o filme! Todos aqueles mortos estavam apontando para ele, exibiam nas bocas mortas sorrisos cínicos e perversos!
Miguel correu pela rua repleta de entulhos, enfrentou a resistência da massa negra, venceu a força do vento negro, e encarou os mortos! Viu novamente a igreja semidestruída, foi correndo para lá, entrou e fechou o que restava da porta. Virou-se para o altar... e se deparou com o mais terrível dos pesadelos!
Sobre o altar estava apenas uma coisa: ele mesmo segurando sua própria cabeça decepada! Miguel perdeu as forças das pernas trêmulas, e caiu de cara no chão. Sua cabeça decepada disse:
— Somente você vive, em meio a toda essa solidão — soltou um guincho e continuou —; as sombras cobriram toda a terra, e devorará o dia, e somente a escuridão reinará por vinte mil anos!
— Não pode ser eu... eu estou aqui! — gritou Miguel apavorado.
— Eu sou tudo agora, e todas as vidas foram ofertadas a mim, desde antes do início dos tempos.
Miguel, com os olhos fechados, levantou-se lentamente, e começou a caminhar em direção ao altar. Parou a poucos metros da cabeça decepada, virou-se e encarou a porta que havia acabado de ser derrubada pelos mortos ferozes. Abriu os olhos e contemplou por alguns segundos todos aqueles zumbis, depois, virou-se em direção ao altar, levantou as mãos para cima e disse:
— Nunca acreditei no sossego proporcionado pela morte, mas também a vida é um desassossego! Mas quero viver, e nada pode matar quem quer viver! Viverei trinta mil anos e, mesmo em meio a essa solidão, lutarei contra você, existência negra maldita!
Ele disse essas palavras e cuspiu na cabeça decepada. Os mortos viram aquilo, e correram todos ao mesmo tempo em direção a Miguel; abriram as bocas mortas, e uivaram como lobos famintos. O vento chegou varrendo tudo... e a solidão ouviu um grito de desprezo vindo do interior da igreja que desabava.
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O CONTO DA MENINA DE GELO
Vi uma menina no gelo,
Ela patinava sozinha no gelo frio,
E sozinha lamentava seus anseios
Em notas de uma melodia melancólica
Que tocava em seu violino arranhado.
Dava voltas num circulo vicioso,
Enquanto contemplava o luar
Entre flocos de neve que não cessavam em cair,
Lagrimas cintilante caiam de sua face branca
E congelavam antes mesmo de tocar o gelo frio.
Repentinamente ela parou,
Agora parada com os braços caídos
E o olhar em lucina,
Ela relembra um passado medonho e sombrio,
Então, lagrimas antes cintilante;
Agora são escarlate sangue e jorram de seu rosto.
Como se não fosse mais possível e mesmo assim inacreditável,
A noite ficou mais escuro e lucina desapareceu entre as nuvens.
Choveu, chovia como se o céu estivesse chorando.
A menina agora com suas lagrimas lavadas
Retorna seu circulo vicioso e sua musica triste.
Hipnotizado pela musica, ali mesmo na neve fria adormeci...
Acordei ao amanhecer com o lamento de um corvo por mais uma alma que se despedia.
A musica havia parado,
Então olhei para certificar que a menina tinha ido embora,
Quando meu coração congelou de tristeza
Ao perceber que a menina continuava lá.
Mas o gelo tinha dominado seu corpo
E ela congelou parada enquanto ainda olhava para a lua
E tocava seu violino e despejava suas ultimas lagrimas de sangue.
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SERES NOTURNOS
SERES NOTURNOS
UM SER SOBRENATURAL
SEDENTO POR SANGUE
DEPENDE DE A EXISTENCIA DA HUMANIDADE PARA
SOBREVIVER
UM SER DESPRESIVEL!
DE SANGUE FRIO E GELO NO LUGAR DO CORAÇÃO
CAÇADO POR AQUELES QUE OS SUBESTIMAM
E NÃO TEM MEDO DE MORRER...
BEM VINDOS EM CEMITERIOS, ONDE DE CERTA FORMA ENCONTRA PAZ...
SOMOS OS VAMPIROS!!!
E GRAÇAS AO CONDE DRACULA GANHAMOS VIDA ETERNA
NECESSITANDO DE SANGUE HUMANO!
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NOITE IMORTAL
Lá estava você, na clareira de uma floresta, dançando com ela uma música lenta, imaginária, sob a luz do luar. Eu observo tudo de longe. A música de repente para e ela se vai para sempre. Você grita e quebra o silêncio da noite. Você chora. Eu sinto muito, mas era para eu estar ali, não ela. Quanto tempo eu sangrei, quantas noites frias e silenciosas passei, sobrevivi tudo isso para vê-lo chorando por ela? Eu me aproximo. Meus braços querem envolver seu corpo mas minha mente não permite. Minha mente tem medo da rejeição. Mas meu corpo parece mexer-se sozinho. Eu permito um leve toque em seu rosto mas quanto dou por mim, meu corpo está envolvido no seu. E eu me sinto feliz. Afinal você é meu sol, minha razão de estar viva. Eu inclino minha cabeça para a sua mas você vira o rosto. Uma facada mortal no meu coração. Eu o conduzo a uma dança e a música começa de novo. Você percebe o quanto foi errado comigo, por nunca ter me ouvido, nunca ter lido o que eu te escrevi. Mas eu digo: Querido, não se preocupe, agora somos um único ser. Agora sua cabeça se inclina para a minha e nossos lábios se encontram. Você nunca sentiu isso, é como se tivesse achado algo a muito perdido. Eu apenas tenho mais certeza de que é você a minha salvação. E assim, imortalizados na noite, nós dançamos para sempre.
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MORTA VIVA?!
O mais louco de todos que já tive....Eu estava jogada no chão,morta,quando levantei e começei a caminhar por uma cidade que eu não conheço,uma cidade de gelo.Tinha casa luxuosas,não havia ninguém lá a não ser eu e o vento.Eu estava em vestes pretas,o cenário todo desse sonho era gótico,fazia muito fria mas eu estava mais viva do que nunca.Então começei a perambular sozinha,quando passei em frente á um cemitério lindo,com lápides.tumbas,peritas,parecia coisa de cinema,então entrei,e peguei uma lápide,a qual já havia meu nome cravada nela,parecia que estava me esperando...Então a peguei e levei para um monte gelado,onde ali pus ela,e me deiotei em frente á ela,como se estivesse enterrada,mas não estava,como se eu estivesse viva,mas eu não estava,e haviam espelhos em todo o meu redor nesse monte,então repousava,quando uma forte ventania veio,e ficou tudo escuro,daí eu acordei....Achei o sonho bonito,mesmo sem entender a razão dele ter acontecido na minha mente naquela noite,só sei que ali eu encontrei minha paz interior,e descansei como nunca,não que eu queira morrer..ISSO NUNCA,mas naquele sonho,eu estava em paz............
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MINHAS CINZAS
E dentro desse mundo cruel
que me passa rasteiras todos os dias!!!
Como consegues viver, como?
A cada tompo meu penso em voçê ao meu lado
Sinto sua presença espiritual perto de mim
Posso senti-la mais não posso te toca-la
Vivo com tudo que me ensino com todas as palavras
que me disses.
E a cada tompo meu voçe me vem a cabeça...
Fico feliz melhoro me ergo e consigo tudo que quero
So que dessa vez sozinho...
Hoje sou forte por causa desse mundo cruel
que me passa rasteiras todos os dias...
Aprendi que pessoas vem e vão, e que a morte
vem pra todo mundo...Ela tirou minha vida totalmente
me reerguendo das minhas cinzas!!
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PRISIONEIRO DA LUA
em uma noite de lua cheia,ele sai para caçar em busca de sangue para se alimentar.correndo entre as arvores ele consegue rastrear o delicioso cheiro de sangue de sua bela vitima.
perdida na floresta ela não para de chorar pensando em tudo que possa lhe machucar,nas eka ben imagina o que a de se esperar.
A luz da lua ilumina toda a floresta mas ela so consegue ver seu proprio medo.
Ele correndo entre as árvores louco para matar sua sede cada vez mas perto dela.
Ela não sabe o que esta acontecendo,mas sente a presença dele cada vez mas forte.
O encontro da caça e do caçador é delirante.Ele fixa os seus olhos no pescoço dela,ela fixa os seus olhos nas presas dele.
como se fosse um imã ele ataca seu pescoço ferozmente sugando todo o sangue do belo corpo dela.quando ela cai morta sobreo châo umido ,ele olha para sua vitima e começa a uivar como se doia mas nele no que nela.seus uivos nas parece choros de um prisioneiro mas um prisioneiro da lua.
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†VAMPIRO†
†O VAMPIRO†
Tu que, como uma punhalada,
Em meu coração penetraste,
Tu que, qual furiosa manada
De demônios, ardente, ousaste,
De meu espírito humilhado,
Fazer teu leito e possessão
- Infame à qual estou atado
Como o galé ao seu grilhão
Como ao baralho o jogador,
Como à carniça o parasita,
Como à garrafa o bebedor
- Maldita sejas tu, maldita!
Supliquei ao gládio veloz
Que a liberdade me alcançasse,
E ao veneno, pérfido algoz,
Que a covardia me amparasse.
Ai de mim! Com mofa e desdém,
Ambos ma disseram então:
"Digno não és de que ninguém
Jamais te arranque à escravidão,
Imbecil! - se de teu retiro
Te libertássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro†