Pois... noto nas sombras
não apenas a tragédia que se tornou a minha alma
desde que nasci mas também uma sensualidade inequívoca,
uma presença constante que abriga todas as lágrimas
e as concede graça, fervorosa paixão,
a tentação que aos olhos concede sonhos sem qualquer pudor...
afinal, que seria do desejo se não tivesse o seu quinhão de calor?
Confortado pelo toque de divindades,
o advir de sensações, alegres e inusitadas estações
onde o fogo concede Vida e permite à palidez descobrir a saída,
deixando loucura e magia adentrar como arquitetos de mundos
onde o prazer tem como fome...
o que envaidece a alma e o que desperta o corpo...