Depois de acompanhar pela televisão os estragos e prejuízos causados pelo arrombamento de um reservatório no estado do Piauí, o medo de problemas no açude Castanhão voltou a ser o centro das atenções na região.
Desde sua construção, o açude vem sendo motivo de apreensão por parte dos moradores de cidades como Russas, Jaguaruana, Itaiçaba e Aracati.
Moradores dessas cidades vêm acompanhando com desconfiança desde o ano passado, as noticias sobre terremotos e possíveis fissuras em sua estrutura, o que já foi esclarecido por técnicos através de palestras e encontros em vários municípios. A situação se agravou ainda mais em 2009 devido ao acúmulo recorde de água no reservatório.
O chefe de gabinete da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), Antônio Treze de Melo Lima, procurou tranqüilizar a população quanto ao risco de problemas estruturais nos reservatórios, principalmente por conta do rompimento da barragem de Algodões (Piauí), na última quarta-feira.
Segundo ele, a Companhia faz o monitoramento constante dos reservatórios, num trabalho articulado com a Defesa Civil estadual e o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que atua junto aos açudes federais.
Ele ressaltou que açudes como o Castanhão, o maior do Estado, e o Banabuiú possuem tecnologia para controlar o volume que sai pelas suas comportas. “O Castanhão foi bem projetado e bem construído, não há risco para a população. Até porque acreditamos que o pior período das chuvas já passou”, ressalta.