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NecronomicoN:

Postada em: 04, Maio 2008 - 15:00:18

O livro ilustrado das leis dos mortos

por Lord A:.



O Necronomicom é um livro ancestral escrito por um árabe insano, que após vagar por desertos esquecidos encontrou uma antiga cidade.Lá ele aprendeu uma lição de inomináveis seres e anotou tudo em um compendium, o livro maldito o Necronomicon (que significa imagem da lei dos mortos).


Este livro foi originalmente criado nos contos do mestre do teror Howard Philips Lovecraft, norte americano da região de New England, vilarejo próximo de Nova Iorque no começo do século passado.


Neste tomo maldito era possível encontrar poderosos encantamentos de invocação aos Grandes Antigos da Noite do Tempo, estranhos ritos funerários e outros conhecimentos profanos. Além disso todos aqueles que entravam em contato com este livro ou enlouqueciam ou morriam em circunstâncias misteriosas. Até aí além do fato da ausência de personagens femininas com papéis relevantes, fatos como monstros e loucura eram elementos comuns as histórias de H.P Lovecraft.


O ponto é que segundo o próprio Lovecraft, que adorava misturar elementos de seus sonhos nas próprias histórias, a idéia deste livro teria surgido em sonhos...


Não é de surpreender que o Necronomicon era inspirado em escritos como o Livro dos Mortos Egípcio ou Tibetano. Afinal muitas das antigas culturas costumavam ter um livro semelhante, que fosse capaz de desenhar um roteiro para o pós morte e as possíveis entidades que seriam encontradas e os devidos ritos de passagem. Mas o Necronomicon foi mais além...


Hoje este fruto da sombria imaginação de Lovecraft, é considerado real e existente para muitas pessoas. Exatamente como nos moldes da história, além de ser uma presença marcante no cinema, na cena do heavy metal, gothic e rock.


Sua versão cinematográfica mais digna de nota é no filme A beira da Loucura de John Carpenter (Fã assumido de Lovecraft), que curiosamente não é baseado em nenhuma história do mestre.


Neste filme um detetive confronta-se com uma cidade bizarra e seus habitantes inumanos que são personagens de um livro e que começaram a existir em nosso mundo devido a quantidade de gente que acreditava em sua existência... profano até o osso!


Outras aparições do Necronomicon foram na célebre série de filmes trash Evil Dead, onde o livro era descoberto por um arqueólogo e quando suas passagens eram recitadas uma força bestial possuía aos vivos e os transformava em aberrações. Houve outras adaptações ainda do trabalho, mas que não são dignas de nota neste texto.


Assim como no filme A beira da Loucura, o Necronomicon conforme dissemos passou a existir com grande força no inconsciente coletivo e influenciar profundamente o ocutismo.


Nos idos de 70 um norte americano publicou um livro que afirmava ser o Necronomicon original, o artista plástico H.R Giger (imortalizado pela criação de Aliens) lançou um livro de ilustrações pra lá de macabro sobre o livro de Lovecraft e particularmente uma corrente ocultista italiana coordenada por Frank G. Ripel entronou este panteão inominável em seus cultos.


Insanidade ou estranha realidade? Os paralelos entre o trabalho de Lovecraft encontram reflexo no de outro ilustre ocultista da mesma época, Aleister Crowley.


Enquanto que Lovecraft foi um mestre no ato de descrever a devastação e perversidade que ele atribuía aos grandes antigos da noite dos tempos, Corwley foi o viajante que atravessou as fronteiras de encontro a estes entes. Kenneth Grant em sua obra O Renascer da Magia (Ed. Madras) tece um quadro comparativo entre os trabalhos de Crowley e Lovecraft, este último assim como outros escritores da mesma época devido a sentimentos de medo e pânico atribuía caracteres de maldade as presenças estranhas que sentia.


O Necronomicon a cada noite ganha mais força e pessoas que acreditam em sua existência. Como é muito comum em determinadas correntes, quanto mais tempo e mais pessoas acreditam em um símbolo ou deidade mais poderosa esta se torna. E se poder é comparado a vida, e esta significa a capacidade de algo vivo estabelecer relações de qualquer forma de troca com o ambiente a sua volta, o tema do Necronomicon nos reservará surpresas em futuros ensaios.
Um das mais fáceis associações à magia, ao ocultismo e ao poder que podemos fazer através de um símbolo é o Pentagrama, a conhecida estrela de cinco pontas e utilizadas por uns com a ponta principal para cima, enquanto que por outros com a ponta para baixo. Isso serve para designar muitas coisas e ainda agregar outros tantos significados e porque não dizer poderes aos seus detentores.

Como tudo aquilo que tem origem perdida nas névoas da grande noite dos tempos, sabiamente oculto por homens escondidos atrás de colunas gregas com romãs, indícios do Pentagrama podem ser encontrados em culturas antigas como os caldeus, os sumérios e os egípcios. De fato os indo-europeus, hoje generalizados como celtas, o levaram através da Europa. Certamente os Pitagóricos da Grécia antiga discursaram amplamente sobre o símbolo assim como os Druídas da antiga Caledônia.

Ele esteve presente entre outros tantos povos e seitas, pode ser encontrado em diversas religiões e sistemas mágicos como a cabala, as santerias, umbanda, clavículas de Salomão e etc...

Cada uma de suas pontas geralmente é associada a cada um dos quatro elementos, fogo, água, terra, ar e uma quinta ponta representa de acordo o sistema mágico o Amor, O Espírito ou a Vontade. A ponta para cima pode simbolizar os quatro elementos regidos pelo espiritual sobre o material e a ponta para baixo pode evidenciar o espírito como a raiz da matéria. A forma como o Pentagrama é traçado também pode falar muito sobre a destinação que lhe é dada como um meio de banir ou evocar forças elementais.

Na cabala hebraica: O pentagrama é associado à quinta sefirote: Geburah, o qual o significado é uma flamejante espada de vivas chamas, que também é ligada a Marte (o Deus da Guerra) e associada ao Arcanjo Kamael e às hostes dos Seraphins. É conhecida pelos iniciados como a Inteligência Radical, o rei guerreiro e o eliminador do inútil e também representado pela cor vermelha.

Em uma análise mais abstrata, houve muitos ocultistas no passado, que ocultavam este conhecimento do pentagrama em uma sigla em latim: V.V.V.V.V(Vi Veri Veniversum, Vivus Vici) uma tradução possível seria "Pelo poder da verdade, eu enquanto vivo conquisto o universo!" Mas a beleza da mesma só pode ser plenamente sentida quando ordenamos estes cinco "V" e notamos que eles formam uma estrela de cinco pontas e posteriormente associada ao pentagrama. Intrigante é notar que a letra V se assemelha ao número romano 5, número da quinta séfira mencionada acima.

Observemos o conceito mais simples associado ao Pentagrama, a Espada. Arma antiga da humanidade, é associada a cavaleiros e heróis, déspotas e seus nêmesis, militares e ordens iniciáticas de cavalaria. Rapidamente saltará à nossa mente o Rei Artur e seus cavaleiros da Távola Redonda, os Cruzados e enfim, os Templários.Também nos recordam o mito do herói e do guerreiro. Na psicologia a espada é associada a uma forma de extensão da vontade e também ao elemento fálico (ativo).

Na magia e no ocultismo ela associa-se ao elemento Ar, representada inclusive como uma das armas mágicas do iniciado e esta também tem seu respectivo naipe no tarot. Associada à força invocada e ao intelecto, como um meio de eliminação daquilo que é inútil em preferência ao que é mais funcional. Para alguns segmentos da Gnose o teste do Ar é uma das provas mais difíceis imposta àqueles que buscam o caminho da iniciação, devido ao fato de você não poder vê-lo - apenas senti-lo.

Assim como a vontade, diante disso, a característica deste grau em muitas ordens iniciáticas é a resolução de seus conflitos interiores, em preparação para o salto no abismo de Daät. Aqui o iniciado "vence" o seu mapa astral e sendo um mestre da magia, ele utiliza qualquer técnica mágica com autoridade domínio.

Para Eliphas Levi, o Pentagrama expressa "o domínio da mente sobre os elementos e é por meio deste signo que nós os prendemos... Um signo que resume na significação todas as formas ocultas da natureza e que sempre tem se manifestado aos espíritos elementares e outros um poder superior ao que lhe é próprio, que naturalmente os atinge com medo e respeito, forçando-os à obediência diante do império do conhecimento e da vontade sobre a ignorância e a fraqueza."

Podemos agregar também esta citação extraída do livro "A Cabala Mística" da ocultista Dion Fortune: " Geburah é a mais dinâmica e violenta de todas as sephiroth , mas é também a mais altamente disciplinada. Na verdade, a disciplina militar, regida pelo deus da Guerra, é um sinônimo da mais rigorosa espécie de controle que pode ser imposto sobre os seres humanos. A disciplina de Geburah precisa adequar-se exatamente a essa energia; em outras palavras, os freios de um carro devem ter uma relação direta com a potência do motor se quisermos dirigir a salvo na estrada.". Prosseguindo neste mesmo livro, ainda encontramos: "É essa tremenda disciplina de Geburah que é um dos pontos de teste dos mistérios. Empregamos a expressão 'disciplina de ferro' e ferro é o metal de Marte.


O iniciado de Geburah é uma pessoa muito dinâmica e severa, mas é também uma pessoa muito controlada. Suas virtudes características são a calma e a paciência sob a provocação... O iniciado que passou pelo grau em Tipheret e conquistou o equilíbrio."

O Ferro é o metal pesado, responsável pelas espadas e as conquistas da esquecida era histórica chamada Idade do Ferro (reverenciada até hoje no True metal). Curioso e peculiar é pensarmos no elemento ferro em nosso sangue, que confere ao mesmo um gosto metálico, então é instigante dizer que o metal está em nosso sangue. Ainda é peculiar que invocações dedicadas a entes de Marte, requerem os mais intensos e apropriados banimentos e ritos de purificação após realizadas, devido às vontades férreas e intimidadoras dos seus entes.

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