BELA TRISTE
Leandro da cruz
Minha bela, como tens passado,
Esses dias tristes de frio eterno?
O vermelho fogo do verão queima no céu,
Mas dentro de ti é puro inverno.
Não vejo em teu lindo sorriso
O brilho divino de outrora.
E a esperança que trazias nos olhos
Já não trazes mais agora.
A vida parece não ter pena de ti.
Apunhalando diariamente seu amável coração.
Ao passo que o “Senhor tempo”
Sem piedade eterniza a sua solidão.
O tempo pode ser a cura para os nossos males
Ou a edificação dos nossos sofrimentos.
Mas, minha bela! Só Deus pode
Aliviar-nos de todos os nossos tormentos.
Abra então, seus olhos de anjo,
Que voa sob esse céu negro de noite fria.
E dê a Deus, todo poderoso,
A chance de abraçar a sua agonia.