LÁGRIMAS
Leandro da Cruz
Elas descem frias
Pelo meu rosto quente
A cada flash da tua linda face,
Que me vem à mente.
Elas descem! Gélidas
Como as noites de inverno no Sul.
Elas crescem! Límpidas
Como as volumosas águas do Xingu.
E tecem! Tecem nos meus sonhos
O desejo doce e terno
De ver a alegria da tua primavera
Invadir a tristeza do meu inverno.
Elas descem, a cada passo
Que a vontade de vê-la cresce.
E correm. Correm até se quedarem
Nos precipícios deste rosto esmaecido.
Que no escuro dos dias entristecidos
Sonha com o brilho eterno do teu sorriso.