O suicídio
Leandro da cruz
Sabem aqueles dias,
Em que nada faz sentido,
Em que você se tranca em seu quarto,
Desejando nunca ter nascido?
Em que a vida torna-se um saco,
E a morte torna-se tão apetecida,
Em que as cobranças tornam-se insuportáveis,
E você encontra na morte a melhor saída?
Em que, nada no mundo o faz sorri,
E tudo o faz chorar,
Em que todos parecem está contra você,
E ninguém pode te ajudar?
Sabem aqueles dias,
Em que você se olha no espelho,
E ouve a voz estridente do seu reflexo,
Em sua mente, sussurrar suavemente:
_Mate-se, mate-se, ma...te-se!!!!
E você que, já não vê mais razão,
Na vida ou na morte, em matar ou morrer,
Decidi acatar o que lhe manda a mente,
Pega um revolver e aponta-o para a sua cabeça,
Acreditando assim, poder aliviar o que te aflige,
Acreditando assim, livrar-se dessa sociedade podre,
Que como bem disse Rousseau, tornou o ser humano
Fraco, submisso, cruel e escravo.
Que tornou a raça humana escrava de si mesma.
Bem! Eu me encontro nessa situação.
Estou parado em frente a um quadro da família,
Com um revolver encostado na minha cabeça.
Esta noite minha saga se finda.
Despeço-me da minha mãe pelo quadro.
Faço o sinal da cruz em tom de despedida.
Fecho os olhos. E... adeus mundo cruel.
Nunca mais vou sofrer nessa vida! POW!!!