Condenada
Ouço o gotejar inquietante
da umidade contra o chão
Sinto a pedra fria
Sob a palma da mão
Pelo quadrado aberto no alto
Entram fios azuis do luar
E no escuro ao meu redor
Uma gélida brisa a soprar
Não sinto mais as algemas
Não sinto mais a dor
Não sinto mais a tristeza
Não sinto mais o pavor
Meu seio já está calmo
As lágrimas secarm
Minha boca não se move
Pois os gritos já cessaram
Resta-me esperar
Pela hora funesta
De partir para outra vida
Pois não mereço mais esta
(Por Meia Noite)
Todas as poesias deste flog estão registradas no site
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Se for utilizá-las, coloque os créditos.
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Séculos de silêncio quebrados por breves momentos de inspiração.
Não há desculpas a serem dadas. Como sempre, o tempo nem sempre é nosso amigo, e as palavras nem sempre jogam a favor.
Portanto resta-me aproveitar os poucos minutos em que as vozes voltam a falar em minha cabeça.
Seria mentira dizer que não snto saudades dos amigos conquistados através deste flog.
Eu lembro de vocês muitas vezes.
Mas esta alma que agora vos fala vive turbilhões inexplicáveis, e muitas vezes o prazer de escrevê-los me é negado pelas obrigações que me sufocam.
Enfim...
A todos que me visitam e a todos os amigos, um grande obrigada e um grande abraço.
Darei o ar da graça nem que seja para postar uma imagem sem poesia.
Bloody kisses
Meia Noite