... Ernesto...
Jovem e quase sem experiência concreta como professor, Ernesto viveu desde os 12 anos com uma tia que poderia dar-lhe melhores condições de estudo.
Sua vida escolar oscilava entre o interesse pelo conhecimento e as atitudes de um "verdadeiro demônio", que o levavam com frequência à sala da diretoria. Lá, conviveu com outro lado do mundo dos professores, o que, em parte, além da influência de professores, o fez optar pela educação. Sair de casa para frequentar o curso de "Artes" e participar do movimento estudantil fez com que "perdesse um pouco da inocência" e colaborou para o posicionamento político.
Na maior parte de suas respostas, demonstra a influência que os estudos acadêmicos têm sobre as decisões e os julgamentos. Ele tenta, constantemente, relacionar a teoria aprendida com a prática política e de sala de aula, que pensa não estarem desvinculadas.
Ernesto tem clareza de que está envolto numa dada Conjuntividade, principalmente pela forma tranquila como se localiza como "Pessoa": liberdade de expressão que está em suas mãos, agora é necessário agir. Agir como cidadão e como professor, evitando permanecer na passiva compreensão do mundo, mobilizando-se em favor daquilo que acredita ser o melhor para a escola, para a classe docente e para a sociedade em geral. O papel do professor, aqui, é eminentemente de cidadania!
Evidente que sua preocupação não está centrada na mera satisfação de carências, posto que sente muito mais a desqualificação social em relação à profissão (manifesta nos "sorrisos amarelos") do que a econômica. Tem-se a impressão de que a criação da sua identidade como professor entrelaçou o "desejo" de ser professor, o "gosto" por ensinar e espalhar os múltiplos conhecimentos adquiridos durante a graduação sobre educação, Artes, História, sociedade,cidadania e política
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*foto: colagem que fiz em 2010
* texto: adaptação que fiz de um conto extraído na "NET", procurando outro assunto achei [size=18px]este trecho perfeito para os meus "colegas" professores.
NOSSA LUTA É DIGNA , NOSSA ARMA É O GIZ , NOSSO KARMA É O GOVERNO . NOSSA MÁGOA ... É A COVARDIA DOS COLEGAS...
A ameaça não cabe a pessoas esclarecidas...[/size]
A greve continua, Cabral a culpa é sua! [/b]