Traumas
No mundo existem vários tipos de pessoas. Mas se fizermos uma seleção, vamos ver que existe uma grande diferença entre dois estereotipos. Falo dos perdedores e dos vencedores. Ora, mas como os diferenciar?
Numa escola na quinta série, existe um campeonato de futebol, logo você acha que o time vencedor tem muito futuro, mas você pode estar enganado. Muitos anos depois, você avalia que aquele gurizinho que sempre foi o último a ser escolhido nos tempos de escola virou um grande atleta, mas sabe por quê? Porque ele superou seus grandes traumas e os venceu não se importando com futuras frustrações. Hoje o mundo está sensível querendo tornar a vida em uma grande novela onde os mocinhos ficam capítulos e capítulos sofrendo para em um único dia, na cena final, seus problemas serem resolvidos em algo milagroso. Mas o vilão da história real não é uma pessoa do mal, o vilão da vida real talvez seja a própria vida, as próprias circunstâncias.
O que seria de um músico se ele desistisse olhando seu primeiro desafio? O que seria de um grande lutador, se desistisse na primeira queda? Não seria nada se eles não soubessem vencer seus medos e traumas! Mas isso não é fácil, afinal, vencer não é fácil. Querer vencer de novo depois de uma derrota sabendo que pode haver mais lutas também não é fácil. Mas não há outro jeito, outra forma, nós temos que continuar a viver e ver que cicatrizes existem para nos fazer lembrar o como “fomos” fortes para superar aquela dor. Se fomos no passado, seremos no futuro. Mas pensar em ser forte no futuro faz parte de uma falsa preparação, pois o presente que trás todas as frustrações e angustias. Temos que viver com exemplos do passado preparados para viver o trauma do presente, do hoje, o trauma de cada dia. E os traumas servem para isso, para nos deixar cada vez mais fortes, e essa é a diferença de perdedores e vencedores.
Gabriela Cecon Mendonça