Vivemos o tempo inteiro em processo de aprendizado.Do nascer ao morrer, continuamente acumulamos experiências, frustações, alegrias, medos, desejos, fantasias, sonhos, realidades.Somos produto do que fazemos com nós mesmos, com o mundo, com o mundo que nos rodeia.Somos os significados e resignificados que damos à vida.Somos antes de qualquer coisa, pequeninos demais para entender o que somos, o que queremos, e o que faremos a seguir.Talvez seja essa a graça, ou não, de viver.Pesar as escolhas, repensar os caminhos e descobrir que racionalizar de nada vale para manter a sua mente e espírito em paz, porque o destino te toma o fôlego e tira a sensatez de toda lógica que aplicamos.Fala-se tanto em construção do futuro, ao mesmo tempo que afirma-se ser o futuro,um bem que não nos é dado compreender.Então, pergunto-me: para quê devo ser coerente?Por quem e porque eu devo negar-me?Há um sentido óbvio em manter as máscaras, as garras, e os escárnios sepultados na alma para que o outro possa sorrir?Até onde os meus vícios não são apenas virtudes coletivamente negadas por uma moralidade distorcida?Aprendo, a cada minuto, que, compreender o mundo é um exercício diário, exaustivo e desnecessário.Desnecessário, para fazer algum sentido.Desnecessário para ser feliz.Inevitável para permanecer-me viva.