Perdoar, muitas vezes é condenar
Se viver dois no mesmo lar
É pior que sofrer a sós
Reviver, muitas vezes é malquerer
Se o destino era se perder
No amor de outro alguém
Apagar, sempre é adiar
O que vai retornar
Como o mar e o luar
Não contar, muitas vezes é revelar
O silêncio sabe falar
Tem valor de uma acusação
Mendigar é pior que esbofetear
Faz a gente se enxergar
Com a expressão que se vê num cão
E compor um bolero assim
É feito implorar: 'volta pra mim'
E depois numa cama de hotel
Num bolero pedir: 'não chora,
Mas pelo amor de Deus vá embora!'
"Amor é quando é concedido participar um pouco mais.Amor é a grande desilusão de tudo mais.
Amor é finalmente a pobreza.Amor é não ter inclusive amor.É a desilusão do que se pensava que era amor.Amor não é prêmio por isso não envaidece." Clarice Lispector