Em um quarto fechado,de olhos vendados.O tato é o ato que resta.
Gélidas paredes,grosseiras,arranham as pontas dos meus dedos.O silêncio inquietante de vozes tão ao longe!
Milimetricamente projetado para bloquear estratégias de fúria,de fuga.Sóbrio empreendimento, de base firme,terral,ondulado,desconhecido.
Um odor enebriante de éter, sublimado em qualquer das arestas desta estreita caixa. Enjôo,salivo,gemidos,gritos...expressões vorazes do incômodo sentido.Já se vai o tempo.
É tarde!E aqui guardo-me na inquietude do desespero, no interior desiludido, afundando em introspecção.E aqui sepulto-me, da forma como você concebeu:coração estilhaçado,devorado com excitação por sua indiferença e desamor.