Segundo o dicionário, inércia é a "propriedade dos corpos que não podem, de per si, alterar o seu repouso ou o seu movimento".Partindo desse principio lógico e das minhas elucubrações persistentes, cheguei a tácita verdade:estou mantendo a minha vida inerte,na zona de "(des)conforto"...Em geral, costumo até orgulhar-me das doses diárias de neurose que tenho(como todos também possuem).Mas essas doses tem tomado proporções over, que transformaram a minha insanidade constante, e o equilibrio cada vez mais distante.Pois é!Passando,ou obrigada a passar, a limpo as minhas posturas no mundo, e especificamente as referentes ao meu mundo,percebi o óbvio, o que está ali o tempo inteiro no espelho e que minhas reflexões não permitiam ver: somos os únicos donos de nós mesmos.Apesar de parecer uma conclusão clichê, atire a primeira pedra aquele que segue a risca e na prática a mais comum das afirmações...Somos nossos próprios sujeitos, certo?E pq perdemos tanto tempo sendo objeto dos outros?Sujeitando-se às manhas,manias e anseios alheios?Pq gastar tanta energia com o outro, com os outros e esquecer, ou fingir esquecer, que você tem tanta ou mais importância?Esse pensamento precipitadamente pode ser considerado egoísta e arrogante,fato!Mas, olhe mais uma vez..."Socraticamente", conhecer a si mesmo permite que o outro não nos invada, ou que não deixemos que invada um território tão turbulento,secreto e precioso quanto a individualidade e liberdade de cada um...Aí,vale aplicar o principio da física: a inércia, e o movimento dependem do referencial, mas todos envolvem algum tipo de energia, e toda energia é inicialmente potencial.Muitas vezes, a energia que nos falta para sair da inércia, é a experiência da dor e da perda.Da perda de si mesmo, e na busca gostosamente forçosa da identidade e felicidade próprias.