Maria lhe fala:
Não chorem à vista das minhas lágrimas, porém, contemplem e consolem meu filho Jesus, que sua sangue e tem uma coroa de espinhos na cabeça. Rezem sem cessar pelos padres. Agora eles são como velas expostas ao vento. Estão enfrentando tentações... Tomem-se vítimas pelos padres. Defendam-nos até o fim, pois são meus filhos prediletos, que eu amo ternamente".
Maria também alerta para as famílias, que "estão muito doentes" e deplora o elevado número de comunhões sacrílegas. Para reparar os ultrajes e os sofrimentos infligidos ao seu divino Filho, insiste na importância da confissão e da comunhão.
"A cólera de Deus - repete - está no auge. Não julguem os outros e façam penitência, porque muitos estão caminhando para o inferno, por terem julgado mal os outros".
O que mais dói
Uma das mais fortes mensagens, transmitidas ao mundo desde Naju está relacionada com o aborto. Por determinação de Deus, Júlia experimenta em toda sua intensidade a agonia de um bebê sendo assediado, queimado com produtos químicos e por fim esquartejado no ventre da mãe e dali extraído aos pedaços. Às vezes essa agonia se prolonga por horas.
Como em Oliveto Citra, também em Naju, Maria se mostra preocupada com o alastramento desta prática monstruosa.
"A Virgem me tem dito - explica Júlia - que estas pequenas vítimas gritam diante do universo. Que sofrimento poderá ser mais atroz do que ver essas vidas inocentes condenadas a penas monstruosas, sendo arrancadas do ventre de suas mães? Nossa Senhora sente-se triste diante de tanta ignorância e indiferença dos pais que matam seus filhos. Estas vidas são sagradas. O mundo avança desabaladamente para a ruína, e Satanás empenha todo o seu poder para destruí-lo. Eu desejo salvá-los. Se rezarem comigo e tomarem minha mão com confiança, o meu Imaculado Coração com certeza triunfará".
Em junho de 1989, a Virgem retoma ao assunto:
"O que mais me dói é ver criancinhas morrerem logo depois de concebidas, ver como se as mata por meio dos produtos químicos usados por muitas mulheres para extinguir a vida em seu começo. Suplico-te que alivies a minha angústia com sacrifícios e orações de reparação".
Embora, no momento, não se possa vislumbrar o fim do aborto, Nossa Senhora não se cansa de nos advertir, e com toda a sinfonia de orações que se eleva do mundo inteiro, mais a intercessão dela e de seu Filho, certamente o flagelo do aborto será afastado, como o foram os sacrifícios humanos entre alguns povos antigos. No entanto, devemos salientar que ela disse: "Juntos vamos pôr um fim ao aborto". O que significa: com nossas orações e sacrifícios.
Finalmente, uma recomendação aos sacerdotes:
"Por favor não permitam que as minhas lágrimas sejam derramadas em vão. Gostaria que os meus amados sacerdotes se convertessem em almas vítimas pela conversão dos pecadores e a salvação da humanidade. Satanás se oculta debaixo de vários disfarces de aspecto bom e caritativo, de aparência intelectual e santa, porém, no fundo, o que ele tem em vista é criar divisão, heresia e confusão. A melhor maneira de resistir a estes esforços do maligno para debilitar a Igreja é pôr em prática minhas mensagens".