Mata das Araucárias
A mata de Araucárias recebe esse nome porque a espécie vegetal predominante é Araucaria angustifolia ou pinheiro-do-paraná.
Predominando em regiões de clima subtropical e tropical de altitude, que apresentam regular distribuição das chuvas por todos os meses do ano, estende-se desde o sul de São Paulo até o norte do Rio Grande do Sul, em trechos mais íngremes do relevo (Campos do Jordão, por exemplo). É muito comum no planalto Meridional, nos estados do Paraná e Santa Catarina.
Os solos em que se desenvolve, em geral de origem vulcânica, são mais férteis que os das áreas tropicais o que explica a grande devastação sofrida por essa vegetação para o aproveitamento agrícola.
A Mata das Araucárias constitui uma formação vegetal heterogênea: mata de araucárias, campos e paredões rochosos vegetados formando escarpas de até 300m de queda livre. Pode-se citar o cedro, gameleira, angico, imbuia, podocarpos, erva-mate, ipê, etc.
Na primeira metade do século 20, a mata de Araucárias ocupava 4.000.000 de hectares; hoje restam somente 200 hectares da mata original. O desaparecimento desse ecossistema se deu porque o pinheiro-do-paraná foi explorado pelas companhias madeireiras sem que houvesse qualquer preocupação com o reflorestamento. Este é de pouco interesse comercial, porque o pinheiro-do-paraná leva 50 anos para se desenvolver. Por isso, têm sido replantadas outras árvores, como os eucaliptos e o pinus que, embora forneçam madeira de pior qualidade, podem ser derrubadas em menos tempo.
Quanto à fauna, a Mata das Araucárias tem menor diversidade do que os demais ecossistemas do complexo conhecido como Mata Atlântica, devido à menor variação da vegetação, mas podem ser encontrados vários roedores como a cutia, o rato e a paca, que gostam dos pinhões. Quanto às aves, destaca-se a gralha azul e o papagaio chorão.